Vida que corre,vida que anda,vida que faz pontos de paragem pra reflexão mesmo que esses não sejam com o tempo pausado. Porque tal não existe. Não há mal nenhum em querer e em sentir vontade de parar. Mas podemos partir sempre do preconceito que até nós assumimos que tal é errado, irresponsável, pouco compreendido. Esta coisa de querer a aprovação do resto do mundo mistura-se no pensamento que existe na nossa própria cabeça:"sim este é o o teu princípio portanto o que faz bem,o que limpa a consciência, e quando o segues ele tira o peso dos ombros e inspira a paz e o sossego." No entanto ficam as outras coisas menos consistentes mas igualmente válidas porque o desconcerto, desalinhar,ir contra a maré também te assiste e chega aos pés, aos joelhos e até à cintura do princípio categoricamente correcto!
Pronto, é a vida mutante de um lado carrega vestes de fato, da outra roupa de super heróis mutantes desajustados mas com sentido de justiça na mesma!
SeteVidas
Porque este tem sido o meu numero.Porque talvez estas afinal sejam as minhas vidas.Porque o destino ou eu os juntaram.
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
Como é que se Esquece Alguém que se Ama? Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.
Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Hoje chorei baba e ranho.Chorei com o peito a pedir,abri o peito e chorei porque ele pedia cada vez mais e mais. Chorei até as minhas ideias conseguirem ser as certas.Chorei até desaprender e voltei a chorar pra aprender a lição nova. Se eu soubesse tinha feito tudo diferente,se eu soubesse a minha mão não tocava só na tua ela agarrava-a com força até perceberes o quanto sou feliz com a tua mão. Se soubesse ia dividir o tempo que levo a pensar em ti agora pelo tempo em que me parece pouco agora. Agora é tentar arrefecer as pálpebras e os olhos que ardem. Já não há controlo de tempo. Não tenho noção do amor de ninguém como tu. Tenho o peito aberto de medo e não coragem. Tenho a vida caída até ao Natal. Tenhos as folhas que apanho e levo pra um canto. Tenho vergonha do que o tempo me diz. Que há falta disto ou daquilo e que não há. Ou que que há muito daquilo que não se vê. E que no final de um ou de outro, o peito abre e eu choro.
sábado, 3 de setembro de 2016
Tu.
Tu és amante genuinamente. Corres pela vida para ter as amantes que ela te apresenta. Para dares e receberes amor. Dizes Olá e de repente dás por ti num sonho, em mais um, porque aprendeste e talvez através do sofrimento que a vida é feita de sonhos que se podem materializar. Isso é bom. Sim claro que é bom. Viver um sonho contigo é...maravilhoso. Aqui agora o importante é olhar pra ti do ponto de vista que tu gostas de ser olhado. Há tanta coisa em ti que leio como se estivesse a reler um livro, mas um livro bom daqueles que te fazem chorar a rir, dançar ou devorar um gelado...ter uma avalanche de sentimentos agradáveis que te impedem de parar de ler, que te vão inspirar e que te servem pra viver mais feliz. Há tanta coisa em ti que de tão bom parece até mentira como quando mostras como se fosse a melhor coisa do mundo viveres com aquela pessoa...porque um amor que se alimenta assim só pode ser mesmo amor. Há tanta coisa em ti que marca arrebatadoramente pra toda a vida nem que seja um simples tique, uma música, um beijo ou um orgasmo. Há tanta coisa em ti que alimenta e trata duma forma que qualquer um quer e deve ser tratado. Ha tanta e tanta coisa em ti que ira permanecer mesmo que um dia te esqueças. ..O teu maior medo é esquecer...pois eu sei que irão valer-te as amantes que tiveste porque essas nunca te irão esquecer! Pode ate o destino ser irónico! E podia continuar aqui... mas como sempre continuo a vestir uma venda negra e um ponto de vista que se desvia daí do teu caminho do sonho. Prometi aqui não falar de mim. Já chega.Ponto.
Obrigada por aqueceres o meu coração. Obrigada por apreciares o meu sinal.
Obrigada por me fazeres rir.
Obrigada por cruzares comigo e não desistires de mim nunca. Por acreditares em mim às vezes mais do que eu própria. Graças a ti acredito hoje que sou uma pessoa mais feliz.
sexta-feira, 2 de setembro de 2016
Uma vida.Uma dádiva. Um princípio , um meio e um fim. Este é um resumo que, como o nome indica deve ser curto, objectivo, o contexto de toda uma história ...história que pra ser boa deveria ter uma moral, uma conclusão. Pois então comecemos pela moral desta que agora vou escrever....que será. ..apenas e somente encaixá-la noutro resumo maior e com muito mais propósito e razão de ser. Porque digo isto? Porque aqui mesmo, agora, esta vida é desorganizada sem principio nem meio nem fim e por isso parece interminável! O fim aqui agora é sinal de...alguma coisa má termina e poderá dar lugar a algo novo, fresco, que traga serenidade...O fim aqui agora é uma chamada de atenção como qualquer fim se torna, que agora dói mas a esperança o glorifica! O fim agora é como um mal necessário. É a carta da morte que traz vida. É um cortar o fôlego pra lembrar o quanto é essencial respirar. É um cair, ou algo cair em cima e de repente acordares e teres noção que estavas a dormir...é endireitar a coluna, é alongar as costas, é libertar tensões. ..é crescer 1cm e pensar no quanto afinal crescer te faz falta! Ego, ego, ego...que sem desejar o mal, vai corroendo e deixando a marca. Se algum dia eu me libertar daquilo que agarro pra me autoflagelar então aí pode dar início à história que traz no fim o sorriso de meninas ou uma música intemporal.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Simplicidade
A luz do dia, o clima, o cheiro do ar e o ambiente humano estão estritamente ligados. São como terra que alimenta a planta, são como a energia solar que faz transformar o alimento em energia e em oxigénio. Nós, tal como as plantas fazemos a fotossíntese. A vida transforma-se e transforma-nos de dia para dia. Eu sempre ansiei pela mudança. Faz-me ficar ansiosa mas também me traz muita satisfação. Ter um dia produtivo é muito prazeiroso. Saber que no caminho vamos atingindo pequenas metas. Neste caminho não pode existir a falta de serenidade, de calma, de tolerância, de compreensão. Todos são ingredientes que valorizam e reconhecem a nossa luta e o privilégio para cada um merecer a evolução. São atributos de qualquer caminhante, de um poeta, de qualquer ser humano especial. São eles que nos tornam especiais! Quantos aos maus atributos...disfarcem-nos, lutem para virarem outra coisa qualquer menos má...dêem-lhes um escape. Concentrem-se. Procurem a consciência. Não é fácil mas ela de vez em quando surge. Repitam a técnica até ela se tornar fácil e gostosa! Não é fácil. Mas é simples!
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